segunda-feira, 23 de março de 2026

CIÊNCIAS HUMANAS EM FOCO: A ECONOMIA SOCIALISTA

A situação dos trabalhadores no início do desenvolvimento capitalista na Europa era a pior possível. Diante dessa situação surgiram contestações à ordem vigente, críticas ao capitalismo e propostas de novas organizações sociais. O capitalismo passou a ser visto, principalmente por Marx e Engels como um sistema injusto, opressor, irracional, causador de crises econômicas e explorador da força de trabalho, visando unicamente o lucro e a acumulação progressiva de capitais.

Os socialistas acreditavam que a economia não deveria beneficiar poucos indivíduos (a burguesia), mas toda a sociedade. Por isso, em vez da competição do mercado e da exploração do homem pelo homem, propunham cooperação e uma sociedade onde terras, bancos, minas e fábricas pertencessem a todos aqueles que produzissem e trabalhassem. Tudo seria de todos e os frutos do trabalho coletivo, distribuídos de acordo com a produção de cada um. Desta forma, ninguém exploraria ninguém.

As características fundamentais propostas para o modo de produção socialista são: 1) A propriedade privada é substituída pela propriedade social, agora pertencente ao Estado e controlada pelos trabalhadores; 2) O Estado tem a função de distribuir bens e serviços de acordo com as necessidades de cada indivíduo; 3) O poder do proletariado é exercido por intermédio do Estado socialista, que passa a planejar a economia, estimulando o que e como produzir.

Segundo Nikitin (1967) o modelo socialista de produção tem como essência, o controle do Estado em todos os postos de comando da economia nacional. Partindo das leis econômicas do socialismo, o Estado socialista delineia os planos concernentes ao desenvolvimento da economia e os põe em prática, mobilizando para isso todos os trabalhares. 

O governo determina a escala, a velocidade e as proporções do desenvolvimento de todos os ramos da economia e o volume e estrutura dos investimentos de capital. Organiza o financiamento e os créditos, prepara o orçamento estatal e assegura sua execução, distribui a renda nacional e decide qual a parcela que deve caber à acumulação e qual deve caber ao consumo. 

Os órgãos estatais observam contabilização e controle rigorosos da quantidade de trabalho e da quantidade do consumo. Determina a política salarial, organizam o movimento das mercadorias, fixam os preços dos artigos. Preparam, educam e repartem os quadros de pessoal. Organizam todos os vínculos do aparelho administrativo.

EXERCÍCIO

1. De acordo como texto, na economia socialista os "órgãos estatais observam contabilização e controle rigorosos da quantidade de trabalho e da quantidade do consumo". Reflita e disserte sobre o controle do trabalho e  do consumo a partir desse modo de produção.

2. Fundamentando-se no texto, analise as três características fundamentais do modo de produção socialista.

3. Segundo Nikitin (1967) o modelo socialista de produção tem como essência, o controle do Estado em todos os postos de comando da economia nacional.  O que isso significa? Disserte.

4. Disserte sobre a crítica dos socialistas ao modelo capitalista de produção.

5. Max e Engels qualificam o capitalismo como um sistema econômico "irracional". O que isso significa? Onde está a irracionalidade desse sistema? Explique.

6. Baseando-se no texto e na imagem estabeleça diferenças entre Capitalismo e Socialismo destacando os pontos positivos e negativos desses modos de produção.

quarta-feira, 18 de março de 2026

PERNAMBUCO COLONIAL E SUA FORMAÇÃO

A história de Pernambuco, e do Brasil, remonta ao ano de 1484, época em a Coroa Portuguesa, por meio de suas navegações, tomou conhecimento da existência de riquezas nestas terras litorâneas. Nesse sentido, consta que era conhecido o “termo indígena Parã-Nambuco” entre os navegadores que exploravam a costa pernambucana e fazia referência à área geográfica onde posteriormente se fixou a então destacada capitania. Seu donatário Duarte Coelho lhe deu o nome de “Nova Lusitânia”, contudo, prevaleceu “o termo Pernambuco.”

A região dos arrecifes situada no litoral, onde “desembocam o rio Capibaribe e o rio Beberibe”, era um local de manguezais ricos em espécies, que propiciavam praias tranquilas e um “porto natural”, sendo chamado pelos indígenas de “Parã-Nambuco”. Na “língua Tupi-Guarani” significa literalmente “mar furado”, em razão da “abertura nos arrecifes” dando origem ao nome do estado, o qual, em 1534, era grafado “Parnãbuco”, ficando consolidada a “grafia” atual a “partir de 1540”.

Importante destacar que, ao se instalarem no litoral pernambucano, os colonizadores portugueses tiveram que lidar com populações indígenas, muitas das quais eram qualificadas de “selvagens e cruéis”, existindo, aproximadamente, “80 tribos indígenas”, distribuídas do litoral ao sertão, quando da publicação do “primeiro estudo naturalista sobre a terra Brasil”, datado de 1817.

Explicando o contexto histórico quando da chegada e fixação dos portugueses nas terras litorâneas de Pernambuco, Barbosa (2003), faz os seguintes apontamentos: No espaço indígena da capitania de Pernambuco estavam, portanto, territórios de diferentes culturas nativas descendentes das culturas pré-históricas que se desenvolveram nesta região. Neles organizavam-se populações étnicas diferentes regidas por políticas de aproximação, de afastamento, e até de separação e rivalidades. Nesta região, grupos e povos indígenas foram os agentes sociais, econômicos e culturais do espaço indígena, existente antes da chegada dos portugueses, e vítimas de uma política e de uma prática colonial portuguesa destruidora de seus territórios, base da existência de seu espaço. 

A língua predominante entre os nativos das terras litorâneas era o “Tupi-Guarani”, comumente denominada “língua geral”, e dominar esse léxico específico poderia ser o diferencial no contato com os indígenas, facilitando “o povoamento português e a colonização”, garantindo, por vezes, a própria sobrevivência. Nesse sentido, os jesuítas desempenharam importante papel, destacando-se o “padre José de Anchieta”, que após conseguir uniformizar “vários dialetos” do “tronco linguístico Tupi-Guarani” deixou os mesmos registrados numa “Gramática”.

Barbosa (2003) aponta que os principais povos indígenas encontrados nas terras pernambucanas do litoral foram os Tabajaras e os Caetés, sendo os Potiguares e os Tupinambás habitantes das “fronteiras do litoral Norte” e “do litoral Sul do rio São Francisco”, respectivamente. Os escritos da época aludem à extrema beligerância entre tribos rivais, o que teria ajudado os colonizadores na subjugação desses povos.

Quanto à sobrevivência, os povos indígenas da região pernambucana praticavam a pesca, caça, agricultura e “coleta de plantas e frutos comestíveis” extraídos diretamente da pródiga natureza. Entre os principais cultivos dos povos indígenas figuram a “mandioca”, o “feijão”, o “milho”, “amendoim”, “cabaças”, bem como “bananas e cajus”.

Sintetizando, Barbosa (2003) diz que: O espaço cultural e social indígena relativo à capitania de Pernambuco foi, portanto, heterogêneo quanto aos grupos e povos nativos e às formas de uso dos espaços, tanto na Pré-história como durante o período da conquista portuguesa. Pesquisas pré-históricas apontam para diferentes culturas indígenas para o Litoral, Agreste e Sertão da região que compunha a capitania de Pernambuco. Grupos nativos agricultores, e os de não agricultores com uso de diferentes artefatos de cerâmica, de pedra polida, de pedra lascada, com conhecimentos sobre a natureza, com seus mitos e comportamentos, fizeram parte dessa região. (LIMA, R. D. P.; MELO, V. F. A gênese da sociedade pernambucana: a exclusão continuada de grupos populacionais subalternizados. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação. São Paulo, v. 10, n. 09, set. 2024).

EXERCÍCIO DE INTERPRETAÇÃO DE TEXTO

1. Fundamentando-se no texto descreva como ocorreu a ocupação e conquista do território pernambucano no período da colonização.

2. Segundo Lima e Melo (2024) o que pode ser dito sobre a etimologia do nome "Pernambuco"? Explique.

3. Relacionando passado e presente analise a situação dos povos originários de Pernambuco destacando suas etnias, línguas e modo de vida.

4. Pesquise em pelo menos três sites diferentes e construa uma breve biografia do padre José de Anchieta relacionando-a com  a questão indígena.

sexta-feira, 6 de março de 2026

REVOLUÇÃO PERNAMBUCANA: 209 ANOS DE HISTÓRIA

O feriado da "Data Magna", do Estado de Pernambuco, que rememora a Revolução Pernambucana de 1817, foi comemorado na EREM Nossa Senhora da Penha, com a apresentação de vários trabalhos subordinados ao tema "Recife Revolucionário". Mas, o que foi a Revolução Pernambucana? Quais são as causas, ideais defendidos e desfecho? Por que celebrar um evento histórico ocorrido há 209? Baseando-se na historiografia didática, passemos à análise das questões. 

Segundo Arruda e Piletti (1997), a Revolução Pernambucana de 1817 pode ser definida como um movimento de emancipação política e republicanismo, inspirado em ideais de liberdade disseminados por toda a sociedade pernambucana. Na ocasião, presidia o Brasil o Príncipe Regente, Dom João VI. O movimento revolucionário de Pernambuco congregou populares, senhores de engenhos, intelectuais, militares e religiosos.

A presença de religiosos fez com que a tradição, alcunhasse o movimento revolucionário como "A Revolução dos Padres". De fato, a revolução contou com o apoio de 50 padres seculares e 5 frades. Esses eclesiásticos comungavam de valores liberais em vigor na Europa. Essas aspirações, foram disseminadas pelas sociedades secretas e pelo Seminário de Dom Azevedo Coutinho. Depois, ganharam as ruas. Guerra (1984) afiança ter sido o seminário o principal núcleo político que pugnava pela libertação da pátria, disseminação de ideias liberais em vigor na França e infiltração sutil do jacobinismo francês em solo pernambucano.

As causas do movimento revolucionário, conforme Dias e Pellegrini (2024), devem-se à insatisfação com o aumento de imposto e a queda da produção de açúcar e algodão na Província de Pernambuco. Cotrim (2007) preleciona que, quando da eclosão do evento, muitos pernambucanos estavam revoltados com o crescente aumento dos impostos, que serviam para sustentar o luxo da Corte Portuguesa instalada no Rio de Janeiro.

Além disso, para o mesmo autor, outros problemas afetavam os habitantes de Pernambuco: a grande seca de 1816 que provocou fome no Nordeste e prejuízos à agricultura; e a queda do preço do açúcar e do algodão no mercado internacional. Esses produtos não conseguiam competir com o açúcar antilhano e com o algodão norte-americano. Tudo isso, segundo Cotrim, serviu de combustível para explodir a revolução.

O movimento culminou na instalação de uma República. O governo republicano, inspirado nos princípios liberais, estabeleceu igualdade de direitos, liberdade de pensamento e de imprensa e a tolerância religiosa. Porém, esses direitos atendiam  somente às pessoas brancas. O governo não queria indispor-se com os senhores de engenho, por isso, a abolição da escravidão não estava nos planos dos revoltosos. Afirmavam que a libertação dos escravizados seria "lenta, gradual e legal".

A República de Pernambuco durou 75 dias. Depois, foi massacrada pelas forças imperiais. Para Cavalcanti (2013), o fracasso do movimento deveu-se ao excesso de idealismo de seus dirigentes, que passaram a tratar a sedição às claras, sem observar as regras próprias de movimento desse tipo; a dispensa de tropas que viriam do interior apoiar a luta, enfraquecendo o conjunto das forças revoltosas e a extinção de imposto num momento em que tornava-se essencial contar com mais recursos para financiar a luta e crescentes despesas.

Diante do exposto, celebrar um evento histórico ocorrido há 209 anos é mais do que homenagear os revolucionários. É um estudo necessário para conhecer a História de Pernambuco. A Revolução Pernambucana de 1817 trata-se de um evento de grande envergadura no cenário nacional, precedendo  o "7 de setembro de 1822". Por isso, a sua rememoração foi fixada na Lei Estadual 16.241/2017 e outras que precederam, em atendimento à Lei Federal 9.093/1995.

REFERÊNCIAS

ARRUDA,  J. J. A.; PILETTI, N. Toda a História: História Geral e História do Brasil. Sa0 Paulo-SP: Editora Ática, 1997.

CAVALCANTI, L. O. Pernambuco: Uma História Política. Recife-PE: Edições Bagaço, 2013.

COTRIM. G. História Global: Brasil e Geral. São Paulo-SP: Editora Saraiva, 2007.

DIAS, A. M.; PELLEGRINI, M. Do Seu Jeito: História. São Paulo-SP: Editora Ática, 2024. p. 288

GUERRA, F. História de Pernambuco. 3ª edição. Recife-PE: Editora Raiz, 1984.


EXERCÍCIO

1) Segundo o texto, porque o dia 6 de março deve ser comemorado pelos pernambucanos? Disserte.

2) Quais as causas da Revolução Pernambucana? Analise-as.

3) Porque o Movimento Revolucionário de 1817 não prosperou? Explique.

4) Porque 1817 é chamado de "A Revolução dos Padres"?

terça-feira, 20 de janeiro de 2026

PROTOPENTECOSTE: AÇÕES DO PROTOCITACIONISMO TEOLÓGICO NA PNEUMATOLOGIA DO ANTIGO TESTAMENTO

Os teólogos pentecostais têm aproximado seus escritos cada vez mais do mundo acadêmico. O prestígio do conhecimento científico produzido pela academia, por ser valorizado socialmente, vem despertando mentes perspicazes a romperem os obstáculos do senso comum e da produção teológica, anteriormente direcionada, quase que exclusivamente, para o consumo da membresia leiga. 

Todavia, não intencionando desqualificar ou repulsar ninguém, vale salientar que o esnobismo teológico no fazer teologia, coadjuvado por uma inteligência vigorosa, mas perdida num oceano de citações de autores, alguns deles até de correntes teológicas divergentes ao pentecostalismo clássico, pode até vislumbrar um "protopentecoste" no Antigo Testamento, mas jamais conseguirá dessa forma dar espírito e vida ao seu texto.

Data vênia, ver-se o teologismo e o excerto-ismo como uma postura que confere posição de exímio pesquisador. Uma postura muito acima do dogmatismo dos crentes ignorantes, sem rigor epistemológico ou gosto pelo estudo acadêmico. Essa práxis teológica incha e cega. Desse modo, o teólogo torna-se incapaz de ver os absurdos do seu "citacionismo", levando essa metodologia às últimas consequências. E, vendo-a, continua a deleitar-se em citações que abarrotam seu texto autocomplacente. 

Em meio aos autores que lemos para aprofundar a fé, ano passado, acabamos de deparar-nos com a figura de ABS, doutor em teologia livre pela University American Christian, do Grupo Educacional FATEB, idealizador do livro "Protopentecoste: ações do Espírito Santo no Antigo Testamento". O seu livro parece ajustar-se à várias características apresentadas acima. Tudo isso tornou a obra pesarosa, exigindo até dos mestres e doutores a "paciência de Jó".

O estilo do autor é extremamente prolixo. Essa prolixidade levou muitas vezes o teólogo a cair em divagações desnecessárias. São tantas as divagações e excertos que, a objetividade do texto ficou prejudicada. Ideias já tratadas são diversas vezes repetidas. Para efetuar uma simples citação, ABS vai do Recife à China, da China à África do Sul, fazendo um dossiê do referenciado.

Uma dissertação ou tese dessa natureza, nas mãos do ilustríssimo Burity, doutor, pesquisador, historiador, cientista político, coordenador de programa de mestrado em Ciências Sociais da Religião, cristão praticante, escritor, palestrante nacional e internacional, poliglota, casado, professor universitário (estou imitando ABS), certamente o Dr. Burity prelecionaria: "ABS, vá direto ao ponto, seu texto está abarrotado de citações, queremos ouvir você, fale o que você tem a dizer sobre protopentecoste".

No livro de 477 páginas, escuta-se muito pouco o que o autor tem a dizer sobre "Protopentecoste". Isso se deve, não à sua incapacidade, mas ao uso desmedido de uma "metralhadora teológica". São dezenas, centenas e milhares de citações metralhadas nas páginas do livro. Essa forma pseudo-strongniana de escrever teologia resultou em uma colcha de retalho textual, sem o fogo do Espírito Santo, costurada pelo autor. Assemelha-se a um mosaico e, diga-se, com conclusões desbaratadas em alguns capítulos.

Grosso modo, são aplicações do "protocitacionismo teológico" na pneumatologia do Antigo Testamento. "Protocitacionismo teológico" não é um conceito técnico amplamente utilizado na literatura acadêmica teológica. O termo deve ser entendido no contexto do "Protopentecoste". O neologismo foi criado para se referir ao excesso de citações teológicas de cunho "protopentecostais" utilizadas para fundamentar obras de teologia pentecostal.

O "protocitacionismo teológico" é chamado "proto" porque indica uma fase inicial, embrionária ou precursora, em que o teólogo, por não possuir domínio absoluto da temática, enche as páginas de citações protopentecostais extraídas da teologia de outros autores e não na Bíblia, fazendo com que esses fragmentos ou menções pré-pentecostais tornem-se evidências comprobatórias de uma "protoglossolalia" e de um "protopentecoste" na Antiga Aliança.

A multiplicidade de protocitações de cunho protopentecostal tornou o livro uma terra seca e árida. A sequidão é tanta que em diversas seções, citações são usadas para explicar outras citações. Tudo o que é dito pelo autor é quase uma transição homilética para outra protocitação. Ao bem da verdade, deve-se reconhecer o grande esforço de ABS na produção dessa obra acadêmica. Ao que parece, escrever somente com citações é uma prática inerente ao estilo do autor. O problema consiste em o autor silenciar-se muitas vezes, somente citando o que os outros já disseram.  

Respeitosamente, suplicamos a Deus que levante um profeta como Ezequiel para profetizar sobre esse vale de excertos chamado "Protopentecoste", para vir sobre ele o Espírito Santo. Pois, a obra, tal como está escrita, tem nervo e pele costurados pelo autor. É um grande construto teológico que ficou de pé articulado com milhares de citações, mas falta a vida do Espírito Santo.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

RUSSELL NORMAN CHAMPLIN: TEÓLOGO DA REENCARNAÇÃO


TESE DE DOUTORADO EM TEOLOGIA

A tese intitulada "Russell Norman Champlin: Teólogo da Reencarnação", escrita por Lúcio Mauro Lira de Lima, analisa em uma perspectiva heresiológica e apologética as ideias heterodoxas do teólogo norte-americano, radicado no Brasil e falecido em 2018, Russell Norman Champlin. O trabalho foi apresentado em janeiro de 2026, à University American Christian (Orlando, Flórida-EUA), do Grupo Educacional FATEB, como requisito parcial para a obtenção do grau de Doutor em Teologia.



quarta-feira, 10 de dezembro de 2025


ANEXO 3 

PONTO DE VISTA TEOLÓGICO


Jerry Dean Leonard


Obra monumental de 4.342 páginas, letras miúdas, seis volumes bem encadernados, “Versículo por Versículo” é a verdadeira atenuação desta obra exaustiva e enfadonha que trata de quase todas as palavras do Novo Testamento. Características valorosas inclui copiosa matéria introdutória: o texto grego completo e citações sem conta de mestres de todas as épocas e confissões. Contudo, a posição teológica do autor serve de empecilho insuperável para qualquer recomendação da obra, a não ser com sérias reservas. Nas mãos de leigos e obreiros não alertados há de ser muito perigosa. Champlin cita favoravelmente velhos modernistas, como E. Stanley Jones, e outros recentes como Paul Tillich. Suas crenças modernistas incluem: A rejeição do inferno literal e eterno: “Não honramos a Deus por fazer dEle o grande Destruidor de todos os séculos que queima pessoas como se fossem leitões assados, em uma imensa fornalha”. (Vol. 5, p. 230). Restauração além-túmulo: a. Do crente caído: “Essa restauração poderá ter lugar enquanto ele ainda vive na carne, ou, talvez, no além-túmulo, em alguma dimensão do mundo espiritual” (Vol. 5, p. 105). b. Dos incrédulos: “No que concerne aos perdidos, antecipamos que haverá uma “restauração” em contraste com a redenção dos eleitos [...] Cristo será tudo para eles (os perdidos restaurados), a motivação, a alegria, e o propósito de sua existência.” (Vol. 5, p. 97). c. Dos anjos caídos: “Presumimos que os anjos caídos poderão ser restaurados” (Vol. 5, p. 97). Erros na Bíblia: “Aqui, como em muitos lugares, vemos os evangelhos diferindo entre si quanto a minúcias; e às vezes até se contradizem” (Vol. 1, p. 714). Jesus errou: “Não é de modo algum impossível que Jesus, tal como a igreja primitiva após ele, tenha pensado em sua “vinda gloriosa” para estabelecer o “reino dentro em breve”. “Nisso, naturalmente, ele foi desapontado, tal como foram seus discípulos”. (Vol. 1, p. 733). Rejeita a ressurreição material: “Esse corpo ressurreto não será atômico ou material em qualquer sentido”. (Vol. 5, p. 205). Experiência humana como base de doutrina: “A experiência humana prova a realidade tanto da queda como da apostasia, de crentes antes genuínos”. (Vol. 5, p. 328). Champlin também abraça crenças místicas bem diferentes: A possibilidade de reencarnação: “Podemos imaginar como os perdidos poderiam ser envolvidos em muitas encarnações, como parte do seu “estado de perdição [...] provendo-lhes tempo para acharem a Cristo”. (Vol. 1, p. 730). A salvação além-túmulo: “Cristo desceu ao cárcere do hades a fim de pregar, as boas novas aos prisioneiros, para que sua situação fosse revertida e pudesse obter vida espiritual [...] não deveria ser tido como precedente? Seria estranho se alguma porção do seu ministério não tivesse resultados contínuos”. (Vol. 1, p. 211). Comunicação com os mortos: “Diversos exemplos bíblicos mostram que a comunicação com os mortos é algo que ocorre ocasionalmente”. (Vol. 1, p. 694). Espíritos soltos: “É razoável supor [...] que alguns demônios são espíritos humanos de baixo desenvolvimento, os quais, após a morte física, não foram para seu destino final” (Vol. 1, p. 694) Sono da alma: “é possível que alguns casos, após a morte física, a alma durma por um breve período, especialmente se a morte for violenta.” (Vol. 1, p. 585). O corpo como prisão da alma: “esse alvo (a perfeição impecável) não será e nem poderá ser atingido enquanto a alma estiver cativa no corpo”. (Vol. 6, p. 257) Os teólogos da confissão calvinista não gostarão da grande ênfase de Champlin sobre o livre arbítrio do homem, nem do seu desprezo da doutrina da depravação total (Vol. 5, p. 297, 298), por exemplo. Os eruditos no grego ficarão perplexos que um comentário que salienta o texto original completo de modo geral não trata devidamente a força dos temos, dos artigos, e outros fatores sintáticos da língua grega. Nos estudos dos vocábulos Champlin faz melhor, e até faz contribuição valorosa, mas ainda é capaz de um fora como este: “Nenhuma diferença real pode ser demonstrada entre “filleo” e “agapao” no N.T., logo descobrimos que eram usados como sinônimos” (Vol. 5, p. 168). Nas contribuições de valor estão incluídas a tradução e transmissão dos cinquenta argumentos de Walvoord a favor do arrebatamento pré-tribulacionista (Vol. 5, p. 303). Os que não aceitam esta posição serão desapontados com a refutação fraquíssima que Champlin faz. Também tem numerosas citações e estudos de valor. Faz pena tão grande desperdício de tempo, erudição e dinheiro na publicação. Fosse uma obra ortodoxa seria grande bênção. Infelizmente trata-se antes de um grande perigo para as igrejas fundamentalistas do Brasil. (LEONARD, Jerry Dean. “Ponto de vista teológico”. In: O Batista do Cariri. Juazeiro do Norte-CE: Seminário Batista do Cariri, 1986. pp. 3-6.).

quinta-feira, 15 de maio de 2025

DA ESCOLA PARA A MISSA: A PRESENÇA ESTUDANTIL NAS CELEBRAÇÕES DO MÊS MARIANO


Estudantes e professores pousando para fotografia ao final da missa. Créditos de imagens: Grupo de Whatsapp Funcionários da EREMNSP  e Grupo Pedagógico da EREMDJM, dos quais o autor é membro da comunidade.

 

percepções teológicas sobre a participação das escolas públicas nas celebrações católicas do mês mariano.

As tradições católico-romanas referentes as comemorações do “Mês mariano” ultrapassam os séculos. Em face da influência do Catolicismo Romano na formação da nacionalidade brasileira, especialmente, na educação, é senso comum, a presença de escolas nas celebrações. Hoje, foi a vez, das duas Escolas de Referência em Ensino Médio, existentes no município de Gameleira.

"demônio do meio dia", Pais da Igreja, metade do mês de maio, meia idade, fase de conflito, não se é jovem, nem idoso. culto cerimonialista, com atos litúrgicos de reverência aos elementos do culto, direcionados, principalmente, ao altar. benção e missão dos professores. discurso de autoajuda, com característica de coach.

Prof. Lúcio Mauro Lira de Lima

Licenciatura Plena em Educação Religiosa, Bacharel, Mestre e Doutor em Teologia Modalidade Livre

FACULDADE TRANS-AMERICANA DE TEOLOGIA – FASTE

 


"demônio do meio dia", Pais da Igreja, metade do mês de maio, meia idade, fase de conflito, não se é jovem, nem idoso. culto cerimonialista, com atos litúrgicos de reverência aos elementos do culto, direcionados, principalmente, ao altar. benção e missão dos professores. discurso de autoajuda, com característica de coach.

Prof. Lúcio Mauro Lira de Lima

Licenciatura Plena em Educação Religiosa, Bacharel, Mestre e Doutor em Teologia Modalidade Livre

FACULDADE TRANS-AMERICANA DE TEOLOGIA - FASTE

domingo, 20 de abril de 2025

TIRADENTES E A CONJURAÇÃO MINEIRA



    A opressão não tem limites. Muito menos o desejo de acabar com ela. Parece que isso tem sido uma constante no tempo e no espaço na sociedade brasileira.

    Confrontado ao longo de nossa existência por regimes opressivos, o povo brasileiro nunca deixou de lutar pela liberdade, mesmo que a luta, muitas vezes, não passasse da fase do sonho, da utopia, não chegando a se concretizar.

    Assim foi a Conjuração Mineira de 1789, quando os sonhos dos conjurados de Vila Rica não puderam chegar ao momento da prática revolucionária, como desejavam Tiradentes e seus companheiros.

    Delatados, sofreram as mais duras penas infligidas pela Justiça portuguesa, tendo Tiradentes seu corpo esquartejado e exposto pelos caminhos das Minas.

    A prisão de Tiradentes e a chegada à capital do Brasil Colônia de outros envolvidos na Conjuração de Minas acabou provocando o fechamento da Sociedade Libertária do Reio de Janeiro. Nesta associação também se conspirava. À meia-voz comentavam-se as mudanças revolucionárias que ocorriam na França.

    A dissolução da Arcádia Ultramarina, como a chamavam os portugueses, não pôs fim ao sonho de liberdade, ainda que inúmeros conspiradores fossem presos, assim permanecendo até 1797.

AQUINO, R. S. L.; BELLO, M. A. B. Liberdade? Nem Pensar! O Livro das Conjurações. Rio de Janeiro: Editora Record, 2001.

sábado, 26 de outubro de 2024

TCC SOBRE R. N. CHAMPLIN: DOUTORADO EM TEOLOGIA

A FINALIDADE DE VIVER NOVAMENTE: A DOUTRINA DA REENCARNAÇÃO NA OBRA DE RUSSELL NORMAN CHAMPLIN


A imagem visa divulgar a tese "A finalidade de viver novamente: a doutrina da reencarnação na obra de Russell Norman Champlin", de autoria de Lucio Mauro Lira de Lima, apresentada em 2024, como requisito parcial para o conclusão do Curso Livre de Doutorado em Teologia (Linha de pesquisa: Apologética Contemporânea, Fundamentalismo e Liberalismo Teológico), construída sob orientação do pastor batista Dr. Robson Ubirajara de Sousa Brito, diretor da Faculdade Trans-Americana de Teologia (FASTE).

TCC DO MESTRADO EM TEOLOGIA

 A TEOLOGIA CRISTÃ E A COSMOLOGIA DA RELIGIÃO: SISTEMATIZAÇÃO DE CONHECIMENTOS DE UMA PRÁXIS TEOLÓGICA LIVRE


"A Teologia Cristã e a Cosmologia da Religião: sistematização de conhecimentos de uma práxis teológica livre", tese de autoria de Lucio Mauro Lira de Lima, apresentada em 2008, como requisito parcial para o conclusão do curso de Mestrado em Teologia (Área: Ciências Sociais da Religião), ministrado pela Faculdade Trans-Americana de Teologia (FASTE).