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1. No texto, com que sentido Guerra (1984) utiliza as expressões “a verdadeira colonização de Pernambuco” e “sociedade em esboço”?
2. Pesquise e determine o significado do termo latino "saccharum officinarum".
3. Fundamentando-se no texto, disserte sobre a implantação da economia açucareira na Capitania de Pernambuco.
4. No primeiro parágrafo do texto, com que sentido o autor utiliza a palavra “luzidia”?
5. Fundamentando-se no texto, identifique e descreva os obstáculos enfrentados por Duarte Coelho na colonização da Capitania de Pernambuco.
6. NO HINO DE GAMELEIRA CONSTA A EXPRESSÃO "ENTRE OS CANAVIAIS SURGES COM VIDA". ISSO ASSINALA A IMPORTÂNCIA DA CANA-DE-AÇÚCAR NO SURGIMENTO DA CIDADE. NA SUA OPINIÃO, QUAIS OS PONTOS POSITIVOS E NEGATIVOS DA MONOCULTURA DA CANA-DE-AÇÚCAR NA ECONOMIA LOCAL? COMENTE.
TCC MODALIDADE LIVRE EM TEOLOGIA
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EXERCÍCIO
1. Segundo o texto após a instalação da Vila de Gameleira, "a Câmara de Vereadores se tornou o espaço privilegiado para a oligarquia canavieira manter e ampliar o poder mediante o controle da política local". O que o autor quer dizer com isso? Explique e contextualize.
2. Por que 13 de dezembro de 1873, é considerada a "Data Magna da Emancipação Política de Gameleira" e quais motivos, na sua opinião, precisam ser apontados para se estudar esse assunto em 2026? Disserte.
3. Pesquise e determine em que consistia a Imperial Ordem da Rosa, mencionada no texto em estudo.
4. Fundamentando-se no texto, como foi fundada a Vila de Nossa Senhora da Penha de Gameleira?
5. Qual assunto é analisado no texto "13 DE DEZEMBRO DE 1873: A DATA MAGNA DA EMANCIPAÇÃO POLÍTICA DE GAMELEIRA" e quais argumentos são utilizados pelo autor para defender a sua tese?
6. Baseando-se no texto, demonstre com uma operação de Matemática Básica quantos anos o município de Gameleira estará completando no dia 13 de dezembro de 2026.
7. Acesse a Lei Municipal em parênteses (https://transparencia.gameleira.pe.gov.br/uploads/5185/2/atos-oficiais/2010/i-classfa-fagaveli-leis/Lei-n-1081-2010.pdf). Faça uma análise comparativa com o texto em estudo e explique a divergência sobre a data da emancipação política de Gameleira. Quando deve ser comemorada? No dia 10 de abril ou 13 de dezembro? Por que? Explique.
A história de Pernambuco, e do Brasil, remonta ao ano de 1484, época em a Coroa Portuguesa, por meio de suas navegações, tomou conhecimento da existência de riquezas nestas terras litorâneas. Nesse sentido, consta que era conhecido o “termo indígena Parã-Nambuco” entre os navegadores que exploravam a costa pernambucana e fazia referência à área geográfica onde posteriormente se fixou a então destacada capitania. Seu donatário Duarte Coelho lhe deu o nome de “Nova Lusitânia”, contudo, prevaleceu “o termo Pernambuco.”
A região dos arrecifes situada no litoral, onde “desembocam o rio Capibaribe e o rio Beberibe”, era um local de manguezais ricos em espécies, que propiciavam praias tranquilas e um “porto natural”, sendo chamado pelos indígenas de “Parã-Nambuco”. Na “língua Tupi-Guarani” significa literalmente “mar furado”, em razão da “abertura nos arrecifes” dando origem ao nome do estado, o qual, em 1534, era grafado “Parnãbuco”, ficando consolidada a “grafia” atual a “partir de 1540”.
Importante destacar que, ao se instalarem no litoral pernambucano, os colonizadores portugueses tiveram que lidar com populações indígenas, muitas das quais eram qualificadas de “selvagens e cruéis”, existindo, aproximadamente, “80 tribos indígenas”, distribuídas do litoral ao sertão, quando da publicação do “primeiro estudo naturalista sobre a terra Brasil”, datado de 1817.
Explicando o contexto histórico quando da chegada e fixação dos portugueses nas terras litorâneas de Pernambuco, Barbosa (2003), faz os seguintes apontamentos: No espaço indígena da capitania de Pernambuco estavam, portanto, territórios de diferentes culturas nativas descendentes das culturas pré-históricas que se desenvolveram nesta região. Neles organizavam-se populações étnicas diferentes regidas por políticas de aproximação, de afastamento, e até de separação e rivalidades. Nesta região, grupos e povos indígenas foram os agentes sociais, econômicos e culturais do espaço indígena, existente antes da chegada dos portugueses, e vítimas de uma política e de uma prática colonial portuguesa destruidora de seus territórios, base da existência de seu espaço.
A língua predominante entre os nativos das terras litorâneas era o “Tupi-Guarani”, comumente denominada “língua geral”, e dominar esse léxico específico poderia ser o diferencial no contato com os indígenas, facilitando “o povoamento português e a colonização”, garantindo, por vezes, a própria sobrevivência. Nesse sentido, os jesuítas desempenharam importante papel, destacando-se o “padre José de Anchieta”, que após conseguir uniformizar “vários dialetos” do “tronco linguístico Tupi-Guarani” deixou os mesmos registrados numa “Gramática”.
Barbosa (2003) aponta que os principais povos indígenas encontrados nas terras pernambucanas do litoral foram os Tabajaras e os Caetés, sendo os Potiguares e os Tupinambás habitantes das “fronteiras do litoral Norte” e “do litoral Sul do rio São Francisco”, respectivamente. Os escritos da época aludem à extrema beligerância entre tribos rivais, o que teria ajudado os colonizadores na subjugação desses povos.
Quanto à sobrevivência, os povos indígenas da região pernambucana praticavam a pesca, caça, agricultura e “coleta de plantas e frutos comestíveis” extraídos diretamente da pródiga natureza. Entre os principais cultivos dos povos indígenas figuram a “mandioca”, o “feijão”, o “milho”, “amendoim”, “cabaças”, bem como “bananas e cajus”.
Sintetizando, Barbosa (2003) diz que: O espaço cultural e social indígena relativo à capitania de Pernambuco foi, portanto, heterogêneo quanto aos grupos e povos nativos e às formas de uso dos espaços, tanto na Pré-história como durante o período da conquista portuguesa. Pesquisas pré-históricas apontam para diferentes culturas indígenas para o Litoral, Agreste e Sertão da região que compunha a capitania de Pernambuco. Grupos nativos agricultores, e os de não agricultores com uso de diferentes artefatos de cerâmica, de pedra polida, de pedra lascada, com conhecimentos sobre a natureza, com seus mitos e comportamentos, fizeram parte dessa região. (LIMA, R. D. P.; MELO, V. F. A gênese da sociedade pernambucana: a exclusão continuada de grupos populacionais subalternizados. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação. São Paulo, v. 10, n. 09, set. 2024).
EXERCÍCIO DE INTERPRETAÇÃO DE TEXTO
1. Fundamentando-se no texto descreva como ocorreu a ocupação e conquista do território pernambucano no período da colonização.
2. Segundo Lima e Melo (2024) o que pode ser dito sobre a etimologia do nome "Pernambuco"? Explique.
3. Relacionando passado e presente analise a situação dos povos originários de Pernambuco destacando suas etnias, línguas e modo de vida.
4. Pesquise em pelo menos três sites diferentes e construa uma breve biografia do padre José de Anchieta relacionando-a com a questão indígena.
O feriado da "Data Magna", do Estado de Pernambuco, que rememora a Revolução Pernambucana de 1817, foi comemorado na EREM Nossa Senhora da Penha, com a apresentação de vários trabalhos subordinados ao tema "Recife Revolucionário". Mas, o que foi a Revolução Pernambucana? Quais são as causas, ideais defendidos e desfecho? Por que celebrar um evento histórico ocorrido há 209? Baseando-se na historiografia didática, passemos à análise das questões.
Segundo Arruda e Piletti (1997), a Revolução Pernambucana de 1817 pode ser definida como um movimento de emancipação política e republicanismo, inspirado em ideais de liberdade disseminados por toda a sociedade pernambucana. Na ocasião, presidia o Brasil o Príncipe Regente, Dom João VI. O movimento revolucionário de Pernambuco congregou populares, senhores de engenhos, intelectuais, militares e religiosos.
A presença de religiosos fez com que a tradição, alcunhasse o movimento revolucionário como "A Revolução dos Padres". De fato, a revolução contou com o apoio de 50 padres seculares e 5 frades. Esses eclesiásticos comungavam de valores liberais em vigor na Europa. Essas aspirações, foram disseminadas pelas sociedades secretas e pelo Seminário de Dom Azevedo Coutinho. Depois, ganharam as ruas. Guerra (1984) afiança ter sido o seminário o principal núcleo político que pugnava pela libertação da pátria, disseminação de ideias liberais em vigor na França e infiltração sutil do jacobinismo francês em solo pernambucano.
As causas do movimento revolucionário, conforme Dias e Pellegrini (2024), devem-se à insatisfação com o aumento de imposto e a queda da produção de açúcar e algodão na Província de Pernambuco. Cotrim (2007) preleciona que, quando da eclosão do evento, muitos pernambucanos estavam revoltados com o crescente aumento dos impostos, que serviam para sustentar o luxo da Corte Portuguesa instalada no Rio de Janeiro.
Além disso, para o mesmo autor, outros problemas afetavam os habitantes de Pernambuco: a grande seca de 1816 que provocou fome no Nordeste e prejuízos à agricultura; e a queda do preço do açúcar e do algodão no mercado internacional. Esses produtos não conseguiam competir com o açúcar antilhano e com o algodão norte-americano. Tudo isso, segundo Cotrim, serviu de combustível para explodir a revolução.
O movimento culminou na instalação de uma República. O governo republicano, inspirado nos princípios liberais, estabeleceu igualdade de direitos, liberdade de pensamento e de imprensa e a tolerância religiosa. Porém, esses direitos atendiam somente às pessoas brancas. O governo não queria indispor-se com os senhores de engenho, por isso, a abolição da escravidão não estava nos planos dos revoltosos. Afirmavam que a libertação dos escravizados seria "lenta, gradual e legal".
A República de Pernambuco durou 75 dias. Depois, foi massacrada pelas forças imperiais. Para Cavalcanti (2013), o fracasso do movimento deveu-se ao excesso de idealismo de seus dirigentes, que passaram a tratar a sedição às claras, sem observar as regras próprias de movimento desse tipo; a dispensa de tropas que viriam do interior apoiar a luta, enfraquecendo o conjunto das forças revoltosas e a extinção de imposto num momento em que tornava-se essencial contar com mais recursos para financiar a luta e crescentes despesas.
Diante do exposto, celebrar um evento histórico ocorrido há 209 anos é mais do que homenagear os revolucionários. É um estudo necessário para conhecer a História de Pernambuco. A Revolução Pernambucana de 1817 trata-se de um evento de grande envergadura no cenário nacional, precedendo o "7 de setembro de 1822". Por isso, a sua rememoração foi fixada na Lei Estadual 16.241/2017 e outras que precederam, em atendimento à Lei Federal 9.093/1995.
REFERÊNCIAS
ARRUDA, J. J. A.; PILETTI, N. Toda a História: História Geral e História do Brasil. Sa0 Paulo-SP: Editora Ática, 1997.
CAVALCANTI, L. O. Pernambuco: Uma História Política. Recife-PE: Edições Bagaço, 2013.
COTRIM. G. História Global: Brasil e Geral. São Paulo-SP: Editora Saraiva, 2007.
DIAS, A. M.; PELLEGRINI, M. Do Seu Jeito: História. São Paulo-SP: Editora Ática, 2024. p. 288
GUERRA, F. História de Pernambuco. 3ª edição. Recife-PE: Editora Raiz, 1984.
EXERCÍCIO
1) Segundo o texto, porque o dia 6 de março deve ser comemorado pelos pernambucanos? Disserte.
2) Quais as causas da Revolução Pernambucana? Analise-as.
3) Porque o Movimento Revolucionário de 1817 não prosperou? Explique.
4) Porque 1817 é chamado de "A Revolução dos Padres"?