domingo, 12 de abril de 2026

DUARTE COELHO E O DESPONTAR DA COLONIZAÇÃO


Chegou Duarte Coelho em sua Capitania a 9 de março de 1535, conduzindo sua mulher, Dona Brites, um cunhado de nome Jerônimo de Albuquerque, e mais uma numerosa comitiva de muita gente nobre, boa linhagem, luzidia, para povoar a terra.

Os quase vinte anos de administração de Duarte Coelho foram dos mais difíceis, tendo constantemente enfrentado os indígenas e conquistado, palmo a palmo, as terras doadas, além de haver permanecido em contínua preocupação contra os piratas franceses e contra os aventureiros lusos, acrescidos da escória de degredados do Reino.

Mas, assim mesmo, a verdadeira colonização de Pernambuco foi feita com gente da melhor espécie, gente nobre, de posição, porque "o excedente da prostituição que não apodrecera e o pior da criminalidade que escapou à forca, mais ou menos regularmente remetidas da metrópole, para ajudar na formação da colônia", não havia conseguido influenciar, graças aos cuidados extremos do donatário, que conseguira restringir o melhor que pôde a sua penetração perigosa na sociedade em esboço.

O pau-brasil continuava a ser a principal fonte de renda, embora os colonos houvessem começado a cultivar lavouras de mantimento e, principalmente, a "saccharum officinarum", que proporcionava o auspicioso início da agroindústria açucareira, quando o açúcar começava a repontar no mundo inteiro com entusiasmo.

Mas Duarte Coelho morrera em Lisboa. Ele, que fora o fundador de Pernambuco, se finara pobre, endividado e ralado de desgostos. Somente depois do seu passamento foi que se processou definitivamente o afastamento dos índios tabajaras da extensa área da Várzea do Capibaribe, onde viria a crescer de importância, dentro de poucos anos, a agroindústria canavieira, que começou a carrear até os princípios do século XVII, para Pernambuco, a fama de ser a mais rica e opulenta colônia de Portugal, no Novo Mundo.

Deve-se, assim, aos esforços de Duarte Coelho, dominando os índios e organizando a administração da sua capitania, a possibilidade do grande terreno que sáfaro recebeu o surto de progresso, dominando totalmente a região dos fins do século XVI até meados do seguinte. (GUERRA, F. História de Pernambuco. 3ª edição. Recife-PE: Editora Raiz, 1984. pp. 22-25).

EXERCÍCIO DO IFA - HISTÓRIA DE PERNAMBUCO

1. No texto, com que sentido Guerra (1984) utiliza as expressões “a verdadeira colonização de Pernambuco” e “sociedade em esboço”?

2. Pesquise e determine o significado do termo latino "saccharum officinarum".

3. Fundamentando-se no texto, disserte sobre a implantação da economia açucareira na Capitania de Pernambuco.

4. No primeiro parágrafo do texto, com que sentido o autor utiliza a palavra “luzidia”?

5. Fundamentando-se no texto, identifique e descreva os obstáculos enfrentados por Duarte Coelho na colonização da Capitania de Pernambuco.

6. NO HINO DE GAMELEIRA CONSTA A EXPRESSÃO "ENTRE OS CANAVIAIS SURGES COM VIDA". ISSO ASSINALA A IMPORTÂNCIA DA CANA-DE-AÇÚCAR NO SURGIMENTO DA CIDADE. NA SUA OPINIÃO, QUAIS OS PONTOS POSITIVOS E NEGATIVOS DA MONOCULTURA DA CANA-DE-AÇÚCAR NA ECONOMIA LOCAL? COMENTE.

sábado, 11 de abril de 2026

RUSSELL NORMAN CHAMPLIN: TEÓLOGO DA REENCARNAÇÃO (ANÁLISE HERESIOLÓGICA E APOLOGÉTICA)

 TCC MODALIDADE LIVRE EM TEOLOGIA


A tese analisa em uma perspectiva heresiológica e apologética as ideias heterodoxas do teólogo norte-americano, radicado no Brasil e falecido em 2018, Russell Norman Champlin. O trabalho foi apresentado no mês de janeiro e aprovado em março de 2026, pelo American Christian Institute (Orlando, Flórida-EUA), instituição de formação religiosa/teológica, do Grupo Educacional FATEB. A tese foi apresentada como requisito parcial para a obtenção do grau de Doutor em Teologia, título honorífico, sem credenciamento do MEC, destinado exclusivamente para fins eclesiásticos.





domingo, 5 de abril de 2026

13 DE DEZEMBRO DE 1873: A DATA MAGNA DA EMANCIPAÇÃO POLÍTICA DE GAMELEIRA

 

Clique no link abaixo para acessar o texto!


https://f1db0076-0589-4d01-9957-9d372b5633d2.filesusr.com/ugd/e3dadc_7d0f37705e0b46f7bcbba3aaf12d4aeb.pdf


EXERCÍCIO

1. Segundo o texto após a instalação da Vila de Gameleira, "a Câmara de Vereadores se tornou o espaço privilegiado para a oligarquia canavieira manter e ampliar o poder mediante o controle da política local". O que o autor quer dizer com isso? Explique e contextualize.  

2. Por que 13 de dezembro de 1873,  é considerada  a "Data Magna da Emancipação Política de Gameleira" e quais motivos, na sua opinião, precisam ser apontados para se estudar esse assunto em 2026? Disserte.

3. Pesquise e determine em que consistia a Imperial Ordem da Rosa, mencionada no texto em estudo.

4. Fundamentando-se no texto, como foi fundada a Vila de Nossa Senhora da Penha de Gameleira?

5. Qual assunto é analisado no texto "13 DE DEZEMBRO DE 1873: A DATA MAGNA DA EMANCIPAÇÃO POLÍTICA DE GAMELEIRA" e quais argumentos são utilizados pelo autor para defender a sua tese?

6. Baseando-se no texto, demonstre com uma operação de Matemática Básica quantos anos o município de Gameleira estará completando no dia 13 de dezembro de 2026. 

7. Acesse a Lei Municipal em parênteses (https://transparencia.gameleira.pe.gov.br/uploads/5185/2/atos-oficiais/2010/i-classfa-fagaveli-leis/Lei-n-1081-2010.pdf). Faça uma análise comparativa com o texto em estudo e explique a divergência sobre a data da emancipação política de Gameleira. Quando deve ser comemorada? No dia 10 de abril ou 13 de dezembro? Por que? Explique.