quarta-feira, 10 de dezembro de 2025


ANEXO 3 

PONTO DE VISTA TEOLÓGICO


Jerry Dean Leonard


Obra monumental de 4.342 páginas, letras miúdas, seis volumes bem encadernados, “Versículo por Versículo” é a verdadeira atenuação desta obra exaustiva e enfadonha que trata de quase todas as palavras do Novo Testamento. Características valorosas inclui copiosa matéria introdutória: o texto grego completo e citações sem conta de mestres de todas as épocas e confissões. Contudo, a posição teológica do autor serve de empecilho insuperável para qualquer recomendação da obra, a não ser com sérias reservas. Nas mãos de leigos e obreiros não alertados há de ser muito perigosa. Champlin cita favoravelmente velhos modernistas, como E. Stanley Jones, e outros recentes como Paul Tillich. Suas crenças modernistas incluem: A rejeição do inferno literal e eterno: “Não honramos a Deus por fazer dEle o grande Destruidor de todos os séculos que queima pessoas como se fossem leitões assados, em uma imensa fornalha”. (Vol. 5, p. 230). Restauração além-túmulo: a. Do crente caído: “Essa restauração poderá ter lugar enquanto ele ainda vive na carne, ou, talvez, no além-túmulo, em alguma dimensão do mundo espiritual” (Vol. 5, p. 105). b. Dos incrédulos: “No que concerne aos perdidos, antecipamos que haverá uma “restauração” em contraste com a redenção dos eleitos [...] Cristo será tudo para eles (os perdidos restaurados), a motivação, a alegria, e o propósito de sua existência.” (Vol. 5, p. 97). c. Dos anjos caídos: “Presumimos que os anjos caídos poderão ser restaurados” (Vol. 5, p. 97). Erros na Bíblia: “Aqui, como em muitos lugares, vemos os evangelhos diferindo entre si quanto a minúcias; e às vezes até se contradizem” (Vol. 1, p. 714). Jesus errou: “Não é de modo algum impossível que Jesus, tal como a igreja primitiva após ele, tenha pensado em sua “vinda gloriosa” para estabelecer o “reino dentro em breve”. “Nisso, naturalmente, ele foi desapontado, tal como foram seus discípulos”. (Vol. 1, p. 733). Rejeita a ressurreição material: “Esse corpo ressurreto não será atômico ou material em qualquer sentido”. (Vol. 5, p. 205). Experiência humana como base de doutrina: “A experiência humana prova a realidade tanto da queda como da apostasia, de crentes antes genuínos”. (Vol. 5, p. 328). Champlin também abraça crenças místicas bem diferentes: A possibilidade de reencarnação: “Podemos imaginar como os perdidos poderiam ser envolvidos em muitas encarnações, como parte do seu “estado de perdição [...] provendo-lhes tempo para acharem a Cristo”. (Vol. 1, p. 730). A salvação além-túmulo: “Cristo desceu ao cárcere do hades a fim de pregar, as boas novas aos prisioneiros, para que sua situação fosse revertida e pudesse obter vida espiritual [...] não deveria ser tido como precedente? Seria estranho se alguma porção do seu ministério não tivesse resultados contínuos”. (Vol. 1, p. 211). Comunicação com os mortos: “Diversos exemplos bíblicos mostram que a comunicação com os mortos é algo que ocorre ocasionalmente”. (Vol. 1, p. 694). Espíritos soltos: “É razoável supor [...] que alguns demônios são espíritos humanos de baixo desenvolvimento, os quais, após a morte física, não foram para seu destino final” (Vol. 1, p. 694) Sono da alma: “é possível que alguns casos, após a morte física, a alma durma por um breve período, especialmente se a morte for violenta.” (Vol. 1, p. 585). O corpo como prisão da alma: “esse alvo (a perfeição impecável) não será e nem poderá ser atingido enquanto a alma estiver cativa no corpo”. (Vol. 6, p. 257) Os teólogos da confissão calvinista não gostarão da grande ênfase de Champlin sobre o livre arbítrio do homem, nem do seu desprezo da doutrina da depravação total (Vol. 5, p. 297, 298), por exemplo. Os eruditos no grego ficarão perplexos que um comentário que salienta o texto original completo de modo geral não trata devidamente a força dos temos, dos artigos, e outros fatores sintáticos da língua grega. Nos estudos dos vocábulos Champlin faz melhor, e até faz contribuição valorosa, mas ainda é capaz de um fora como este: “Nenhuma diferença real pode ser demonstrada entre “filleo” e “agapao” no N.T., logo descobrimos que eram usados como sinônimos” (Vol. 5, p. 168). Nas contribuições de valor estão incluídas a tradução e transmissão dos cinquenta argumentos de Walvoord a favor do arrebatamento pré-tribulacionista (Vol. 5, p. 303). Os que não aceitam esta posição serão desapontados com a refutação fraquíssima que Champlin faz. Também tem numerosas citações e estudos de valor. Faz pena tão grande desperdício de tempo, erudição e dinheiro na publicação. Fosse uma obra ortodoxa seria grande bênção. Infelizmente trata-se antes de um grande perigo para as igrejas fundamentalistas do Brasil. (LEONARD, Jerry Dean. “Ponto de vista teológico”. In: O Batista do Cariri. Juazeiro do Norte-CE: Seminário Batista do Cariri, 1986. pp. 3-6.).

quinta-feira, 15 de maio de 2025

DA ESCOLA PARA A MISSA: A PRESENÇA ESTUDANTIL NAS CELEBRAÇÕES DO MÊS MARIANO


Estudantes e professores pousando para fotografia ao final da missa. Créditos de imagens: Grupo de Whatsapp Funcionários da EREMNSP  e Grupo Pedagógico da EREMDJM, dos quais o autor é membro da comunidade.

 

percepções teológicas sobre a participação das escolas públicas nas celebrações católicas do mês mariano.

As tradições católico-romanas referentes as comemorações do “Mês mariano” ultrapassam os séculos. Em face da influência do Catolicismo Romano na formação da nacionalidade brasileira, especialmente, na educação, é senso comum, a presença de escolas nas celebrações. Hoje, foi a vez, das duas Escolas de Referência em Ensino Médio, existentes no município de Gameleira.

"demônio do meio dia", Pais da Igreja, metade do mês de maio, meia idade, fase de conflito, não se é jovem, nem idoso. culto cerimonialista, com atos litúrgicos de reverência aos elementos do culto, direcionados, principalmente, ao altar. benção e missão dos professores. discurso de autoajuda, com característica de coach.

Prof. Lúcio Mauro Lira de Lima

Licenciatura Plena em Educação Religiosa, Bacharel, Mestre e Doutor em Teologia Modalidade Livre

FACULDADE TRANS-AMERICANA DE TEOLOGIA – FASTE

 


"demônio do meio dia", Pais da Igreja, metade do mês de maio, meia idade, fase de conflito, não se é jovem, nem idoso. culto cerimonialista, com atos litúrgicos de reverência aos elementos do culto, direcionados, principalmente, ao altar. benção e missão dos professores. discurso de autoajuda, com característica de coach.

Prof. Lúcio Mauro Lira de Lima

Licenciatura Plena em Educação Religiosa, Bacharel, Mestre e Doutor em Teologia Modalidade Livre

FACULDADE TRANS-AMERICANA DE TEOLOGIA - FASTE

domingo, 20 de abril de 2025

TIRADENTES E A CONJURAÇÃO MINEIRA



    A opressão não tem limites. Muito menos o desejo de acabar com ela. Parece que isso tem sido uma constante no tempo e no espaço na sociedade brasileira.

    Confrontado ao longo de nossa existência por regimes opressivos, o povo brasileiro nunca deixou de lutar pela liberdade, mesmo que a luta, muitas vezes, não passasse da fase do sonho, da utopia, não chegando a se concretizar.

    Assim foi a Conjuração Mineira de 1789, quando os sonhos dos conjurados de Vila Rica não puderam chegar ao momento da prática revolucionária, como desejavam Tiradentes e seus companheiros.

    Delatados, sofreram as mais duras penas infligidas pela Justiça portuguesa, tendo Tiradentes seu corpo esquartejado e exposto pelos caminhos das Minas.

    A prisão de Tiradentes e a chegada à capital do Brasil Colônia de outros envolvidos na Conjuração de Minas acabou provocando o fechamento da Sociedade Libertária do Reio de Janeiro. Nesta associação também se conspirava. À meia-voz comentavam-se as mudanças revolucionárias que ocorriam na França.

    A dissolução da Arcádia Ultramarina, como a chamavam os portugueses, não pôs fim ao sonho de liberdade, ainda que inúmeros conspiradores fossem presos, assim permanecendo até 1797.

AQUINO, R. S. L.; BELLO, M. A. B. Liberdade? Nem Pensar! O Livro das Conjurações. Rio de Janeiro: Editora Record, 2001.